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quarta-feira, 25 de maio de 2011

...mente

Pacientemente, o amor.
Silenciosamente, as mãos dadas.
Confortavelmente, o futuro.
Displicentemente, o enlace de nossas almas.
Afrontosamente, os nossos corpos sex suando!

terça-feira, 24 de maio de 2011

VÁCUO

Nada é meu
Tudo é seu
O meu e o seu se confundem
apesar de saber
que tudo não é meu
que nada não é seu.

Dentro de tudo
não há nada
apesar do que
você possa querer.

Fora do nada
há tudo que se
possa pensar.

Pensar e querer
tudo e o nada
é o que nos resta
fazer!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

PÉ DE PALAVRAS

Lá fora as meninas pulavam corda,
os meninos corriam picula
e no meu quintal subitamente
nascia um pé de palavras

Depois de anos nasceram
frases.
Décadas, para inserir significancias.

Muitas vezes deixei de brincar,
presa no quintal do meu corpo.
Mas de fora sempre vinham
palavras que somadas às regadas
entalharam  a minha alma.

terça-feira, 17 de maio de 2011

FUGA

Tudo era porta!
Mesmo assim não encontrava
a saída deste amplo e
desconfortável espaço
do meu corpo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O POETA

Onde vive um poeta?
nas ruas?
nas estações de ônibus/ trem?
debaixo dos viadutos?
na casa ao lado da minha?
no banco?
no escritório de advocacia?
no estádio de futebol?


Dentro de cada um de nós.
- Que olhar estupefato!

Uma camisa de força pode capturar um poeta?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MOÇO

Encarapitada em teus beiços
sugo o amor insoso que tu tens para oferecer,
moço.
Depois vamos dançar,
com as pernas bambas
e teu corpo seco fica fácil
conduzir-te nesta dança.
Volteia equilibrando,
beija flor!
Entorno de mim, teus braços.
Sussurras ao meu ouvido palavras
bobas que finjo escutar.
Num canto, continuas a falar
frases soltas que finjo escutar...
Neném, cale!
Cale, neném!.
Não quero ouvir,
quero sentir
entre as coxas!

terça-feira, 10 de maio de 2011

TAO

Tal qual o Tao
no caminho pra casa
envolto em brumas
tropeça na pedra
e cai num buraco profundo.

Atordoado vislumbra uma luz
que vem de fora projetando sua sombra
nas paredes d'alma.

Denuncia a tensão que fundiu
o Eu ao objeto ignóbil
do consumo.

Parte fundindo o fudido
numa viagem psicodélica
de ser o não ser!